Com os resultados negativos do time reserva do Flamengo, torcida e crônica esportiva se perguntam: qual é o impacto das más atuações do time alternativo no Campeonato Carioca na campanha do time titular na Taça Libertadores?

As opiniões se dividem, mesmo entre os próprios jogadores e membros da comissão técnica. Antes dos jogos do Carioca, todos minimizam esta distinção. O técnico Paulo César Carpegiani costuma afirmar que “existe um só time” e que “não existem só onze titulares”. O maior destaque do time até o momento, Lucas Paquetá, até disse, antes da viagem para Macaé: “não tem essa de time reserva”.

Mas após as derrotas para o Fluminense (4 a 0) e para o Macaé (1 a 0), durante a Taça Rio, técnico e jogadores costumam desconversar. Neste caso, vale destacar que os times são diferentes e que as competições são distintas. Henrique Dourado foi enfático sobre qual seria o impacto na Libertadores: “não muda nada!”

Será isso mesmo? Não importam os resultados no Carioca? Muitos dentre nós defenderam, e continuam a defender, que o Carioca deveria ser usado como laboratório para a Taça Libertadores. São muitos os jogos durante este ano e é fundamental dar ritmo de jogo para os “quase titulares”, além de estabelecer quem merece permanecer no elenco dentre os “quase esquecidos”.

O problema é que os resultados espelham as atuações ruins de jogadores que a torcida conta para os momentos difíceis que virão na Libertadores e no Campeonato Brasileiro. Assim, como o Mais Querido poderá contar com o apoio irrestrito da Nação, sem sentir mínima confiança nos reservas? Isso sem contar no possível impacto negativo sobre a confiança sobre o comandante do time. E todos nós sabemos o que acontece quando a torcida do Mengão perde a confiança no time.

Assim, o Campeonato Carioca continua servindo de treino de luxo para o Flamengo. Mas é fundamental que o time reserva comece a mostrar sinais de eficiência. Mesmo que não consiga ganhar partidas difíceis. Mas precisa mostrar melhor futebol, definitivamente.

Foto: www.flamengo.com.br

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