Diante da omissão do Governo do Estado do Rio de Janeiro, o Maracanã segue seu desvio de função e mantém agenda de shows e festas, deixando o futebol em segundo plano. Além disso, os custos pedidos por sua administração tornam a execução de partidas do Campeonato Carioca altamente deficitários, particularmente em jogos com a participação dos times chamados de “pequenos”.

Assim, alternativas tem sido consideradas pelos dirigentes dos grandes clubes cariocas, com a transferência de várias partidas para outros estádios fluminenses ou mesmo para outros estados.

O Flamengo arrendou o estádio da Portuguesa e o transformou no reduto conhecido como “Ilha do Urubu”, com a intenção de transformá-lo em um caldeirão rubro-negro estilo “La Bombonera”. No entanto, a localização do estádio exigiu deslocamento desconfortável da torcida, o que dificultou a adoção da nova casa pela torcida do Mengão.

Outra estratégia utilizada frequentemente pelos dirigentes rubro-negros tem sido a de levar partidas para locais nos quais o Flamengo possui grande torcida, como o que aconteceu no jogo deste domingo, contra o Nova Iguaçu, que “vendeu” o mando de campo, permitindo sua realização em Brasília. No entanto, a Diretoria tem optado por definir altos preços para os ingressos destes jogos fora do Rio de Janeiro, causando impacto negativo na renda das partidas. Neste domingo, no estádio Mané Garrincha, o público certamente poderia ter sido bem maior do que os 16.088 pagantes.

Esta situação poderá gerar um Fla-Flu surreal no segundo turno do Campeonato Carioca (Taça Rio), a ser realizado pela primeira vez no Mineirão, palco maior do futebol do estado de Minas Gerais, acostumado a receber as torcidas de Cruzeiro, Atlético e América. O consórcio Minas Arena já fez o convite formal aos dois clubes, que ainda não oficializaram decisão. Entretanto, nos bastidores, há possibilidade real de realização do maior clássico do futebol carioca em plena Belo Horizonte, no dia 25 de fevereiro.

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