A goleada de 4 a 0 sobre o Madureira na noite desta quarta-feira mostrou a superioridade do time do Fla sobre mais um time dito “pequeno” do futebol carioca. E este fato justifica uma clássica conclusão feita por muitos torcedores e jornalistas da crítica esportiva nacional: “este jogo não é parâmetro para avaliar o time do Flamengo”.

Embora seja verdade que o sistema defensivo do time não tenha sido suficientemente testado (Diego Alves fez praticamente apenas uma defesa difícil, no segundo tempo) e que o ataque não tenha se deparado com enormes dificuldades, talvez seja exagerado acreditar que um jogo como o de ontem não possa servir para reflexões e mesmo para esboçar algumas conclusões.

A desimportância relativa da competição e a própria fragilidade técnica do adversário podem servir para medir o comprometimento do time e capacidade de concentração. E, nesse ponto, podemos concluir que o time do Flamengo mostrou seriedade e foco, na maior parte da partida.

Além disso, nada melhor do que um jogo simples para permitir a volta de jogadores lesionados. Mais uma vez, pode-se dizer que Diego Alves e Trauco estão recuperados e à disposição do técnico Paulo César Carpegiani.

Entre todos, havia clara preocupação com o desempenho de Jonas como substituto de Cuéllar no meio-campo do Flamengo. Ainda mais com a opção de Carpegiani de jogar apenas com um volante. Mas a atuação de Jonas, ainda que não tenha sido perfeita, sem dúvida amenizou os temores rubro-negros. Foram vários desarmes certeiros e viradas de jogo perfeitas. Sim, podemos concluir que Jonas dará conta do recado.

Podemos concluir que Lucas Paquetá, de fato, encontrou sua posição ideal? Não somente por analisar este jogo contra o Madureira, mas avaliando várias partidas deste ano, podemos dizer que sim: o lugar de Paquetá é como segundo homem do meio-campo, com liberdade para flutuar do meio para a frente, à direita e à esquerda, confundindo a defesa adversária. Ainda que seja muito bom saber que ele pode exercer com eficiência quase todas as posições do meio-campo e ataque.

Por fim, Vinícius Júnior. Tudo bem, sabemos que o sistema defensivo do Madureira não é exatamente um “ferrolho suiço”. Mas como não concluir que esse “menino” é mesmo o 12.o titular de Carpegiani. Além disso, o seu excelente desempenho no jogo certamente servirá para que sua autoconfiança cresça, o que será necessário para as duras partidas que virão.

Enfim, obviamente, não se pode dizer que depois da exibição contra o Madureira, o Flamengo deva ser considerado o melhor time do país. Mas poucos agora duvidam que isso possa realmente acontecer ao longo da temporada.

 

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Quem deveria ser titular no ataque?

Éverton Ribeiro

Vinícius Júnior

Lincoln

Marlos Moreno

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