Henrique Dourado começa a compreender o que significa jogar pelo Flamengo, com a pressão da magnética. Nos primeiros jogos, a favor; mas nos últimos, o desconforto de ter parte da Nação o vaiando.

Seus números não são ruins. São quatro gols em oito partidas pelo Mengão. Mas a perda de gols ditos “feitos” é que tem tirado a paciência dos torcedores e feito alguns clamarem pela volta de antigos ídolos, como Adriano,  Hernane Brocador e, é claro, Paolo Guerrero. Só na partida contra o Emelec, foram quatro oportunidades claras que o artilheiro do Brasileirão 2017 não conseguiu converter. Para sua sorte, Vinícius Júnior conseguiu a virada e os gols perdidos não fizeram falta.

Em coletiva após a goleada contra a Portuguesa, o próprio técnico Paulo César Carpegiani pediu à torcida mais paciência com o time e com o jogador.

Também em entrevista após o último jogo, o atacante afirmou, cheio de sinceridade: “a pressão existe, mas quando você tem a confiança do grupo e do staff, é só continuar trabalhar o momento bem feito. Pra quem entende um pouco de futebol, vê às vezes a função de um atacante. Hoje, fui feliz em dar uma assistência ao Everton Ribeiro e nem sempre a bola vai entrar, eu costumo sempre falar isso. E quando a bola não entrar, é sempre continuar trabalhando, porque sempre foi assim na minha vida; nada veio fácil e não vai ser aqui que vai ser fácil. O importante é que nossa equipe consegui jogar e jogar bem e agora é descansar pra pensar no Fla-Flu.”

Por fim, destacou estar ainda em adaptação no time rubro-negro: “eu estou ainda me adaptando e com as características de novos jogadores e eu tenho certeza que com a continuação do trabalho, a equipe vai evoluir.

Na tentativa de evoluir mais, o artilheiro terá nova oportunidade de dizer ao que veio justamente contra seu ex-clube, o Fluminense, na semifinal da Taça Rio, na próxima quinta-feira (22/03), no Engenhão.

Foto: www.flamengo.com.br

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