Após o empate com sabor de derrota de ontem à noite, contra o River Plate (ARG), técnico e jogadores tentaram juntar os cacos, recobrar as forças e encontrar explicações para o mau resultado da estreia na primeira fase da Taça Libertadores.

As desculpas variaram muito. Pênalti não marcado, gol adversário em impedimento, má sorte…

O zagueiro Juan, por exemplo, preferiu recorrer à fatalidade: “o empate aconteceu muito rápido, logo em seguida do nosso gol. Depois marcamos o segundo e tivemos algumas oportunidades de ampliar, mas o River colocou mais atacantes e tivemos que ficar mais atentos atrás. Estávamos controlando, mas o jogador deles teve uma felicidade em um chute de longe para empatar”. Mas certamente, a sua inatividade de 18 dias antes do jogo contra o River contribuiu para a “felicidade” do lance.

Na mesma linha de raciocínio, Diego Alves ressaltou a sorte do jogador argentino no lance do segundo gol, em chute rasteiro de fora da área: “o Arão tentou chegar. Tivemos um pouco mais de controle e poderíamos ter fechado depois do 2 a 1. Não podemos lamentar agora, pois temos mais jogos pela frente (…). Tinha muita gente em cima da bola e o adversário foi feliz no chute”, disse. O líder Diego Ribas também apelou para a sorte do adversário: “acredito que eles insistiram e criaram boas oportunidades. Estávamos em cima da bola e acabou entrando no finzinho. Tivemos mais chances, ficamos na frente, mas eles contaram com a sorte também”, analisou, sem considerar que a fragilidade do sistema defensivo tenha sido decisivo para o desfecho do jogo.

Por fim, o comandante Carpegiani, que optou por observar a importância dos erros de arbitragem no resultado final da partida: “em uma competição tão importante, ocorreu um impedimento claríssimo como foi o gol de empate do adversário. No lance do Réver, com o estádio, eu não vi, mas ouvi o barulho. São coisas que ocorrem e acabamos pagando o preço”. De fato, no primeiro tempo, a bola bateu no braço do defensor do River Plate dentro da área, mas não houve clara intenção de desviar a bola e outros juízes poderiam igualmente não ter marcado o pênalti. No lance do primeiro gol de empate, o impedimento do zagueiro Mora foi bastante claro, mas as falhas de Diego Alves e de Juan são também inquestionáveis.

As explicações foram muitas, mas a torcida espera que lá no fundo de suas consciências, equipe e comissão técnica analisem os verdadeiros motivos do insucesso da estreia na Libertadores.

E a pressão aumenta…

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