Revelado pelo Paraná Clube em 2007, Everton Cardoso da Silva está na sua sétima temporada rubro-negra, atravessando momentos de glória e períodos de intensa crítica. Mas, na verdade, seus números e regularidade sustentam a titularidade do jogador na maioria das partidas, todos os anos.

Pelo Flamengo, Everton foi campeão brasileiro em 2009 e campeão carioca em 2009, 2014 e 2017. Nos 419 jogos de sua carreira, foram 53 gols, sendo 35 deles jogando pelo Fla.

Em 2017, foram 10 gols em 56 jogos, o que dá uma média de 0,18 gols por jogo. Claramente, não é uma média elevada para um meia atacante. No entanto, Everton foi o principal assistente do time em 2017, com 13 passes decisivos para gols. Em 2018, em dois jogos, já marcou um gol (e de cabeça).

Mas talvez, sua maior virtude não possa ser facilmente expressa em números: a obediência tática. Sua capacidade de retornar à intermediária e auxiliar a retomada da posse de bola, ao mesmo tempo em que puxa contra-ataques quase sempre perigosos pela meia esquerda, o credencia para permanecer no time, qualquer que seja o esquema tático utilizado (4 – 3 – 3, 4 – 3 – 2 – 1 ou 4 – 4 – 2). Isso sem falar na possibilidade de atuar como lateral esquerdo.

Natural de Nortelândia (MT), o atacante de 29 anos não é unanimidade entre torcedores ou entre críticos. Mas com seu desempenho nos últimos meses, ele permanecerá em 9 de 10 escalações prováveis no time do Mengão.

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