Depois de receber várias críticas sobre o sistema de jogo usado contra o River Plate no empate em 2 a 2 na noite desta quarta-feira (28/02), pela primeira rodada da Taça Libertadores, o técnico Paulo César Carpegiani foi enfático em afirmar que o problema da equipe rubro-negra não reside no esquema de jogo em 4 – 1 – 4 – 1, mas na necessidade do Flamengo impor seu ritmo ao adversário.

O que essa equipe precisa é jogar para não ocorrer o que aconteceu na parte final, por sentir por questões físicas. É o sexto jogo dessa equipe. O que precisam é jogar, jogar e jogar”, sentenciou o treinador.

As críticas surgiram não somente pelo resultado final da partida, mas pelo fato de que Jonas, Éverton Ribeiro e Henrique Dourado se mostraram altamente desgastados fisicamente ao longo do segundo tempo, o que seria uma manifestação clara do desequilíbrio do setor defensivo e do isolamento do atacante, gerados pelo esquema adotado.

De fato, com tantos volantes no elenco (Cuéllar, Jonas, Rômulo, Arão e Ronaldo), a montagem da equipe apenas com um volante, acaba sobrecarregando Diego Ribas e Éverton Ribeiro em esforços adicionais de marcação, além de afastar o meio-campo do centroavante Henrique Dourado, o deixando perdido entre os zagueiros e o volante adversário.

Carpegiani tem até o dia 14 de março até o próximo compromisso pela Libertadores, contra o Emelec, em Guayaquil, no Equador. Neste período, os três jogos pelo Campeonato Carioca poderão servir de laboratório para a definição da melhor escalação e do sistema de jogo mais efetivo.

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